Conheça a história por trás da piada do “Biggus Dickus”
Você dá bastante risada quando ouve o nome Biggus Dickus?
Pois saiba qual foi a estratégia que o Monty Python usou para garantir que os soldados romanos tentassem manter a compostura naquela cena.

Veja mais em: O Biggus Dickus de A Vida de Brian realmente existiu?
De acordo com o roteirista de humor Vishal Wagh, os filmes são projetos meticulosamente planejados com muita antecedência. “Há momentos de improvisação de vez em quando, mas fazer alguém improvisar com uma arma apontada para a cabeça? Inovador, não é?”
E foi exatamente isso que Terry Jones, que dirigiu o filme, fez em A Vida de Brian. Ele sabia que se os soldados romanos (interpretados por atores não profissionais) estivessem a par da piada, a magia desapareceria. Pedir ou esperar uma atuação natural deles seria inútil. Então, Jones fez a melhor coisa: reteve seus salários como reféns. Quem ri, perde.
O resultado foi hilário.
CENA
No filme, o centurião John Cleese prende Brian e o leva perante Pilatos. Quando, durante o interrogatório, Brian menciona o nome de seu pai como Naughtius Maximus (“Peladus Maximus”, na versão brasileira), o centurião afirma que é um nome inventado, como Biggus Dickus. Acontece que Pilatos realmente tem um amigo chamado Biggus Dickus.
Sempre que alguém menciona o nome, os guardas do palácio que estão por perto caem na gargalhada.
NÃO RIEM
Apenas os membros do Monty Python sabiam daquela fala no roteiro. Durante os ensaios da cena, até mesmo os atores que interpretavam os guardas do palácio sabiam as falas.
Mas, no dia da filmagem, Jones substituiu o elenco secundário por novos atores. Os novos atores receberam apenas uma instrução simples: “Não riam sob nenhuma circunstância, ou não receberão pagamento”.
O aviso criou um pouco de tensão, mas também muita curiosidade. Tendemos a ser mais curiosos sobre coisas das quais somos proibidos.
FUNCIONOU
E a ameaça funcionou. O elenco permaneceu em seus lugares, sem saber o que aconteceria. Tudo o que sabiam era que sua tarefa era ficar parado e não rir.
A especificidade da instrução fez com que a expectativa (do desastre) borbulhasse em suas mentes. Jones os havia colocado exatamente no estado mental que desejava. Agora, tudo dependia do elenco principal. Era trabalho deles fazer os guardas rirem, enquanto a instrução de Jones os proibia de fazê-lo. Um perfeito paradoxo.
